Homem é executado com mais de 50 tiros durante festa em Maringá; dois ficam feridos

Um crime brutal chocou o bairro Jardim Munique, em Maringá, na noite deste sábado (25). Jhony Vitor Gomes dos Santos, de 33 anos, foi executado com mais de 50 tiros durante uma festa de aniversário na Rua Pioneiro Jones Sales Pontes. O ataque deixou outras duas pessoas feridas. O veículo utilizado pelos criminosos foi encontrado incendiado em uma rua próxima ao local do crime.

De acordo com a Polícia Militar, quatro homens encapuzados e armados invadiram a área de lazer onde a festa acontecia. Eles se identificaram como policiais, chutaram o portão e efetuaram dois disparos para forçar a entrada. Uma vez dentro, os atiradores foram diretamente até Jhony, obrigando-o a se deitar no chão. Em seguida, descarregaram quatro pistolas contra ele, atingindo-o nas costas e na cabeça. A vítima morreu no local.

Além de Jhony, duas outras pessoas foram baleadas durante o ataque. L. M. L., de 47 anos, foi atingida na perna e levada por terceiros ao Hospital Universitário de Maringá. Tiago da Silva Pelison, de 32 anos, foi ferido no braço e socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital Bom Samaritano. Ambos passam por tratamento médico.

Após o crime, a Polícia Militar isolou a área para permitir o trabalho da Polícia Científica. O corpo de Jhony foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Maringá para exames. Pouco tempo depois, um veículo possivelmente utilizado pelos criminosos foi encontrado incendiado na Rua Pioneiro Olinto Mariani. O carro foi recolhido para perícia, que pode ajudar a identificar pistas sobre os autores do crime.

A Polícia Civil informou que Jhony já havia sido marcado pela violência. Há cerca de dois anos, seu irmão foi assassinado no bairro Jardim Alvorada, também em Maringá. Na ocasião, Jhony teria tentado matar o responsável pelo crime, o que pode estar relacionado à sua execução. Investigadores trabalham com a hipótese de que o crime tenha sido uma retaliação.

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Maringá assumiu o caso e busca identificar e prender os responsáveis pelo ataque. A comunidade local está em alerta, e o crime reacendeu discussões sobre a violência na região.

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