Uma força-tarefa entre as Polícias Civis de São Paulo e do Paraná deflagrou, nesta quinta-feira (16), a terceira fase da Operação Easy Fall. A ação mira uma organização criminosa sofisticada que utilizava “teatros digitais” e engenharia social para aplicar golpes milionários. Em Maringá, reduto do núcleo financeiro do grupo, foram apreendidos bens de luxo e documentos.
A investigação, encabeçada pela delegacia de Mogi das Cruzes (SP), revelou um nível de profissionalismo assustador. Em um dos casos, o grupo subtraiu R$ 488 mil de uma única vítima em setembro de 2025.
Para dar veracidade ao golpe, os criminosos utilizavam:
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Mascaramento de chamadas: Sistemas de telefonia digital que faziam o número de uma delegacia real de Bauru aparecer no identificador da vítima.
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Cenários fakes: Videochamadas com supostos agentes federais em ambientes que replicavam logos e símbolos oficiais da Polícia Federal.
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Engenharia Social: A vítima era convencida de que estava sob investigação da Receita Federal e do Coaf, sendo coagida a manter sigilo absoluto para evitar uma “prisão imediata”.
A polícia detalhou que a quadrilha operava de forma dividida para garantir a eficiência e a lavagem do dinheiro:
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Núcleo de Convencimento: Composto por indivíduos de origem chinesa baseados na capital paulista e em Itaquaquecetuba. Eram os responsáveis pela abordagem psicológica e o convencimento das vítimas.
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Núcleo Financeiro: Sediado em Maringá, este braço era responsável pela “pulverização” dos valores. O dinheiro era transferido via Pix para empresas locais e rapidamente distribuído para dificultar o rastreamento.
Expansão e Apreensões
Sob a coordenação do delegado Fernando Garbelini, a operação resultou na apreensão de carros de luxo, relógios de grife e máquinas de cartão. As autoridades já identificaram que a organização possui ramificações e crimes semelhantes em curso no Distrito Federal e no Rio Grande do Sul.
Os suspeitos alvos dos mandados em Maringá responderão por estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As investigações continuam para identificar outros integrantes da rede e recuperar o patrimônio das vítimas.




